
................É longa a noite dos meus versos.
................E é tanto céu mergulhado em meu silêncio!
................E há muito pranto recolhido em desencanto.
................E há sonho revestido de desilusão.
................Lá fora a estrada fria faz-se toda lamento.
................E os caminhos tortos clamam por emoção em poesia.
................Mas no palpitar baixinho de meu recolhido canto,
................a hora contou minutos na demora e fez-se ponto.
................................................................(Ou reticências?)
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...............RETICÊNCIA
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...............A mente acesa, aberta ao infinito,
...............o coração, do dito atento, à espera.
...............de possível poção de primavera
...............prometida ao poeta por escrito.
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...............Reticência das letras desse dito,
...............que ditosa alegria não prouvera,
...............do amor escrito o dito que não dera
...............ao poeta, que à espera está restrito.
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...............A mente aberta ao infinito acesa
...............do dito à espera, à esperança presa
...............da alma de um poeta a penitência.
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...............Quem sabe chegue um dia, de surpresa
...............o dito escrito da emoção represa,
...............sem mais ausências, sem mais reticência?
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...............(Odir, de passagem pelas suaves
.......................reflexões da poeta Ellen.)
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Copyright© 2009 Ellen Veloso Soares. Todos os direitos reservados. *Imagem
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